O Homem Que Amou A Primavera: O Jogo 

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Ficha Técnica
Escrito por: Bobby Ribeiro
Revisado por: Geovanna

(Baseado no romance “Ele é Primavera”) 

Naquele dia fiquei intrigado. Eu queria saber o motivo pelo qual o diretor do colégio anunciou no sistema de áudio que Shaw deveria comparecer em sua sala.  Gabriel Shaw nunca entrava em confusões, não começava brigas e sequer desrespeitava algum professor. Não passava pela minha mente um motivo para que a presença dele fosse solicitada de maneira tão pública pelo diretor.  

Quando Shaw levantou-se de onde estava sentado no refeitório do colégio e seguiu rumo ao lugar para o qual foi solicitada a sua presença, não aguentei e o segui sem que ele notasse a minha presença. O que eu não esperava era que Daniel, o capitão do nosso time de futebol americano, o abordasse. De longe, fiquei olhando. 

— O que você aprontou, Gabriel? — o capitão perguntou. 

— Por que você presume que eu tenha aprontado alguma coisa? — retrucou o outro. 

— Por que o diretor chamaria seu nome no microfone para todo o colégio ouvir?  

— Vou perguntar de outro jeito Daniel. O que você tem a ver com isso?  

— Suas ações aqui afetam diretamente a mim, até hoje você não entendeu isso? 

— Oh! Me desculpe, irmão, se as minhas ações te prejudicam —  o jovem Shaw falou ao seu irmão mais velho. 

— Não é sobre isso, não é sobre você, é sobre o meu futuro — Daniel respondeu.  

— Daniel, ninguém aqui sabe que somos irmãos e, se de alguma forma você acha que eu ou o meu jeito de ser possa prejudicar o seu futuro, é melhor que continue assim. Agora você pode sair da minha frente — o mais novo falou e, quando o capitão liberou o caminho, continuou seguindo para a sala do diretor.  

Passei por Daniel sem deixá-lo perceber que eu estava seguindo seu irmão e havia ouvido toda a conversa deles. Enquanto Gabriel adentrou a sala da secretária do diretor, passei por fora e fiquei abaixado embaixo da grande janela que havia ali. Eu realmente estava muito curioso. Na verdade, tudo sobre Shaw me despertava curiosidade.  

— Você queria me vê, diretor? — o menino perguntou ao entrar na sala.  

— Sim, sente-se, Gabriel Shaw — o diretor falou. Ele estava de pé, atrás de sua mesa. — Já vamos começar, estou apenas aguardando o treinador.  

Mike, o treinador de futebol americano, adentrou a sala olhando para Gabriel de cima a baixo com certo desprezo enquanto passava por ele e se posicionava ao lado do diretor do colégio.  

— Eu estava conversando com o treinador e nós acabamos verificando que você não está participando de nenhum esporte. Procede, aluno? — questionou o diretor.  

— Sim — respondeu Gabriel sem entender muito bem o que estava acontecendo ali.  

— Para a sua sorte estou aqui para te ajudar. Nesse colégio todos os alunos precisam praticar algum esporte, por isso na próxima quarta-feira você irá fazer um teste para fazer parte do time de futebol americano. — Foi o treinador Mike quem falou.  

— Eu não estou entendendo — Shaw começou. — No regimento do colégio não fala nada sobre isso.  

— Você está questionando o que estou falando a você, aluno? — disse o diretor.  

— Gabriel Shaw, este é o meu nome. Eu não estou questionando, estou afirmando que não há nada sobre isso no regimento que li.  

— Você é muito petulante, causa uma confusão atrás da outra e não quer seguir uma regra que estou falando que você tem que seguir.  

— Não há nada que me obrigue, senhor diretor, logo estou apenas comunicando que não vou fazer teste algum. 

— Seu irmão é o capitão do time e está no último ano, e é agora quando os olheiros das universidades aparecem, não é mesmo? 

— O que você está tentando dizer com isso treinador? — Shaw perguntou.  

— Creio que ele não esteja insinuando nada — começou o diretor —, mas é fato que será muito prejudicial ao Daniel ficar sentado no banco durante toda a temporada. Acho que pelo menos o seu irmão você não gostaria de prejudicar, não é mesmo, aluno?  

— Vocês dois estão me chantageando? — questionou Gabriel. 

— Encare isso como um incentivo, quem sabe isso não desperta algum talento másculo em você? — Mike falou em tom de ironia.  

Gabriel Shaw abaixou a cabeça e pareceu estar fazendo algo que desapontava-o mais que qualquer outra coisa. — Tá bom, eu farei esse teste — concluiu antes de deixar a sala.  

Do lado fora da janela não pude acreditar que o treinador poderia forçar alguém a fazer o teste para o time, mas Mike era o tipo de James, então tenho certeza de que tem dedo do meu amigo nisso. Saí daquele local pensando em como ajudar Gabriel, mas a verdade é que eu não poderia fazer nada.  

Eu estava contando a Ian toda a minha conversa com o diretor e o treinador Mike e contando, tudo o que eles me disseram e a conclusão de que tive que aceitar participar desse jogo maldito.  

— Você disse não — Ian falou pra mim.  

— Sim, eu disse não, porém eles deixaram bem claro que, se eu não participasse desse teste, iriam colocar meu irmão no banco — disse a ele. Agora nós dois já nos encontrávamos parados em frente à minha casa. 

— Eu não acredito que você aceitou isso por causa do seu irmão depois das coisas que ele te falou — Ian falou já exaltado. 

— Aceitou o que por mim, Ian? — Daniel apareceu onde nós estávamos. 

— Nada, Daniel, não aceitei nada — falei exasperadamente para meu irmão. 

— Mas, Gabriel… — Ian tentou argumentar alguma coisa, porém eu o puxei para dentro de casa, deixando meu irmão sozinho. Ao entrarmos nos deparamos com Louise, a namorada do meu irmão, mas apenas a cumprimentamos e seguimos caminho.  

— Você ainda não se acertou com seu irmão? — perguntou Louise ao surgir de dentro da casa. 

— O que ele te falou agora? — Daniel quis saber. 

— Ele não me disse nada! Pelo contrário, a única coisa que ele me pediu foi que eu não deixasse tudo que está acontecendo afetar nossa relação, porém está complicado, Daniel. 

— Às vezes acho que se meu irmão fosse como eu e gostasse de mulheres você estaria namorando com ele, não comigo. 

— Daniel, eu gosto de você, eu amo você, porém você fala umas coisas que muito me decepcionam — a menina falou claramente chateada. — Desde que te conheci eu admirei você por ser, além de bonito, justo. Quando conheci a sua família fiquei mais admirada ainda, pois vocês não esconderam nada, foram transparentes e se eu não aceitasse aquilo, bom, a intrusa era eu. — A menina caminhou até o namorado e continuou: — Eu me encantei pelo jeito com que você tratava o seu irmão, o jeito como cuidava dele. Aprendi a gostar dele e a considerá-lo meu irmão também. E irmãos protegem uns aos outros, isso eu aprendi contigo. Hoje, Daniel, você é minha decepção, e não pense que é por culpa do seu irmão, pois a culpa disso é única e exclusivamente sua. Seja o homem que sempre me deu orgulho e entenda isso. — A menina encerrou a fala e voltou para dentro do bar, pois as pessoas já estavam chegando e ela iria ajudar. 

O final de semana passou rapidamente e segunda-feira chegou tão rápido como sexta se foi. O treinador do time de basquete estava preparando algo em sua sala quando Shaw bateu na porta, pedindo licença para entrar. 

— Treinador Leroy, posso ter uma palavrinha contigo? 

— Sim, Gabriel, o que você quer? 

— Então, na sexta…. 

Gabriel Shaw estava sentado no sofá da casa do Ian, esperando o pai do amigo chegar enquanto conversava com a mãe do rapaz. 

— Você vai me desculpar, Shaw, mas lhe tenho como um filho, portanto não pude deixar de ficar incomodada com a conversa que ouvi na quinta. 

— Que conversa, tia Martha? — perguntou o menino. 

— Uma na qual você disse para os meninos que o diretor da escola estava te importunando. 

— Sim, é justamente sobre isso que vim conversar com o tio Edward. 

— Conversar o que comigo? — um homem falou entrando pela porta. 

— Oi, tio — Shaw cumprimentou-o com um aperto de mão. — Então, estão acontecendo uns problemas no colégio. 

—  Martha me disse e já andei fazendo umas pesquisas, vou conversar com aquele diretor e… 

— Não é isso que eu quero te pedir… O senhor ainda conhece aquele olheiro da Universidade Estadual da Pensilvânia? — o menino questionou. 

— Sim, conheço. Por quê? 

— Bem, eu queria que… 

O menino ficou na casa do homem até que Ian chegasse, e então eles foram para o quarto conversar. 

—  O colégio todo está comentando que você está indo fazer teste para o time de futebol americano somente para tentar trazer o Benjamin para seu time — Ian disse 

— Eu não faço a mínima ideia do porquê de o treinador e o diretor quererem que eu faça esse teste. Com toda certeza eles estão tramando algo e isso tem a ver com James e Dave, já que James é sobrinho do treinador — falou Shaw. 

— Eu não gosto nada disso, Gabriel. O pior de tudo é o diretor compactuando com isso, mas vou falar com o meu pai. 

— Ian, não precisa. Quero que me prometa uma coisa. Aconteça o que acontecer naquele campo, você não vai interferir. 

— Por qual motivo você está me pedindo isso? 

— Você é meu melhor amigo, eu te conheço quase tão bem quanto conheço a mim, por isso sei que você é estourado e se vir qualquer coisa que te desagrade você vai entrar lá. Por isso me prometa que dessa vez você deixará isso por minha conta. 

— Você está insinuando que eu me intrometo demais na sua vida? 

— Não — Shaw falou rindo. — Você cuida de mim de uma maneira que eu jamais poderei agradecer, porém quero fazer isso sozinho. 

— Não prometo nada, Gabriel — Ian falou de cara amarrada. Gabriel então empurrou-o na cama e começou a fazer cócegas no amigo para que assim ele pudesse esquecer o assunto. 

Leia também: O Homem Que Amou A Primavera – O Casamento

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Gabriel chegou em casa por volta das oito horas da noite. A família dele já tinha jantado e todos estavam no bar, então ele foi à despensa pegar algo para comer. 

— Você está mesmo querendo me humilhar na frente de todos, não é mesmo, Gabriel? — Daniel falou chegando repentinamente. 

— Do que você está falando, Daniel? — o menino perguntou sem entender nada. 

— Não se faça de desentendido, você quer chamar minha atenção e por isso vai fazer aquele teste quarta-feira. 

— Eu não quero chamar sua atenção, Daniel! Você ultimamente está fazendo um sério esforço para entrar para o grupo de pessoas que não quero ter por perto na minha vida — disse Shaw, decepcionado. 

Daniel, perdendo um pouco do controle, pegou os ombros do irmão, balançou-o e o soltou, fazendo com que ele batesse em uma prateleira e caísse sentado. Logo depois, gritou: — Você quer destruir… 

— O que está acontecendo aqui, meninos? — Lilian entrou na despensa, surpreendendo os filhos. — Dá para ouvir seus gritos lá do bar, Daniel. 

— Não é nada, mamãe — Shaw disse se levantando e disfarçando que havia se machucado. — Eu me descontrolei um pouco e me desequilibrei de cima da escada enquanto estava tentando alcançar a parte superior da prateleira e o Daniel acabou se assustando e gritando. 

A mulher olhou meio desconfiada antes de dar as costas e voltar para o bar, que estava cheio. 

— Olha aqui, Gabriel… 

— Eu já ouvi demais de você, Daniel, tenha dignidade e fale comigo somente o necessário para que nossos pais não desconfiem. Você me machucou bastante de uns dias para cá e nem estou falando do empurrão de agora. Esse apenas deixou marcas visíveis. 

Gabriel apenas passou pelo irmão de cabeça baixa e com algumas lágrimas nos olhos. 

Terça-feira passou sem muitos acontecimentos no colégio, Shaw passou a noite na casa de Ian, o que, por conta dos ocorridos com o irmão mais velho, já estava virando um hábito. Não que Gabriel Shaw fugisse de problemas, mas ele queria evitar um clima estranho em casa. 

Enfim quarta-feira chegou. Gabriel e Ian não sabiam como tanta gente ficou sabendo do teste surpresa, mas o campo de futebol estava lotado. Pelas arquibancadas e tudo ao redor perecia dia de jogo. Pouco antes de começar, Shaw estava na beirada do campo sozinho, olhando tudo, quando foi surpreendido por Anny. 

— Shaw, por favor, não faça isso — disse a menina de cabelos ruivos. 

— Por que a preocupação, Anny? — perguntou o menino. 

— Eu ouvi os amigos idiotas do Benjamin comentarem que hoje é o dia que você irá sentir na pele o que é mexer com eles. 

Gabriel sorriu, ajeitou o cabelo da ruiva que estava em sua frente, colocando-o atrás da orelha dela, e disse: — Anny, eu sei que eles, o diretor e o treinador estão armando algo, porém não é só de mim que se trata hoje, pois o futuro do meu irmão também está em jogo é única e exclusivamente por isso que estou participando de todo esse circo. 

— Seu irmão tem muita sorte de ter você! — disse a menina 

— E eu por ter ele — Shaw falou e foi para o campo. 

Todos já estavam lá. Daniel escolheu ficar no banco e não jogar, Benjamin estava no time oposto a Gabriel. Quando finalmente começou o jogo, antes mesmo de completar trinta segundos, alguém passou a bola para Gabriel e ele levou a primeira pancada, caindo no chão. Alguém se aproximou e disse: — A mocinha não aguenta o tranco. — Gabriel nada falou, apenas se levantou e continuou a jogar. Passado algum tempo que o jogo corria, ele já havia levado algumas pancadas desnecessárias, porém estava lá, firme e forte. 

Em certo momento estava correndo com a bola nas mãos e, assim que  a arremessou, dois meninos vieram e o atropelaram, fazendo com que Shaw fosse suspenso do chão e logo após caísse, batendo as costas. 

 Ian, que estava na arquibancada, conseguiu escapar do cerco que seu pai e os meninos do time de basquete estavam fazendo para ele não sair e foi em direção ao campo, com seu pai, Leroy, Sean e outro homem o seguindo. Ele chegou ao banco de reservas, pegou Daniel pela camisa e saiu o puxando de lá. 

— Você vai realmente deixar eles fazerem isso com o seu irmão? Eles vão matar o Gabriel — Ian falou visivelmente nervoso ao jogar Daniel na parede. 

— Calma, filho — O pai de Ian que já havia os alcançado. 

— Calma mesmo, Ian, foi o seu amiguinho que escolheu participar desse show de horrores, tudo que está acontecendo é culpa dele, mas isso é bom para ele aprender a não ser assim o tempo todo. Às vezes ele me dá vergonha. — Assim que fechou a boca, ele levou um tapa em sua face, fazendo com que todos ali ficassem surpresos. 

— Daniel, nunca mais repita isso — falou Edward, que havia deferido o tapa no menino. — Você não sabe o que é ser alguém que as pessoas consideram inferior. Você é um grande egoísta. Jamais pensei isso de você. Tudo que seu irmão está fazendo naquele campo, toda a humilhação que ele está passando, é para proteger você. 

— Do que você está falando, Edward? — perguntou Sean. 

— Então você não sabe? O diretor e seu tio ameaçaram cortar o Daniel dessa temporada se Gabriel não entrasse nesse jogo — Ian falou. 

Nesse momento Daniel, que encarava o chão, levantou a cabeça com os olhos marejados pela dor do tapa. 

— Do que você está falando, Ian? 

— Isso que você ouviu! Seu irmão só está lá sendo humilhado na frente de todo o colégio para que você possa ter uma chance de ganhar uma bolsa de estudos. Quanto a você, Daniel Gusttave, mais uma vez está sendo um babaca e não fazendo nada, mas eu vou acabar com essa palhaçada antes que meu melhor amigo sofra algo mais grave — Ian falou 

— Não, você não vai, Ian — o pai do menino falou. —  Gabriel me pediu para deixar o jogo rolar e eu, como seu pai, lhe proíbo de interferir. Ele sabe exatamente o que está fazendo. 

— Mas, pai… 

— Sem mais. 

— Seu pai tem razão. — Dessa vez foi Daniel quem se pronunciou. — Não é você que tem a obrigação de cuidar do meu irmão, sou eu, e por encarar isso como obrigação acabei me esquecendo que cuidava dele por amá-lo e não porque é meu dever. Mas isso acaba agora. — Daniel falou indo rumo ao campo. 

— Você me chamou aqui para assistir um drama familiar? — perguntou um homem alto de pele negra que estava com o Edward. 

— Não, Rossiz, espere um pouco e garanto que não vai se arrepender. 

Você Já conhece a Agência BLB?

Quando os demais chegaram na lateral do campo o jogo estava parado e Daniel estava no meio do campo conversando com o treinador. 

— Eu, até que o senhor me destitua do posto, ainda sou o capitão desse time e a não ser que você, treinador, queira que todos aqui presentes saibam o que de fato está acontecendo, é melhor deixar eu entrar. 

— Olha aqui, seu moleque petulante… — começava o treinador. 

— Isso não está em discussão, treinador, vou entrar e jogar com o meu irmão e pronto. — Quando Daniel falou isso, muitos ficaram surpresos, pois não sabiam que o menino era irmão do capitão. 

— Mas nós ainda não terminamos com seu irmãozinho — James falou ironicamente 

Daniel pegou o menino pela blusa e disse: — Nós vamos jogar e jogar limpo, se algum de vocês fizer algo para machucar meu irmão a partir de agora não é com o treinador que vão ter que se preocupar. — Daniel jogou o menino no chão. 

Gabriel estava sentado no gramado vendo tudo quando um rapaz o ajudou a levantar. Logo após, Daniel foi até o irmão caçula e disse: 

— Sei que não mereço e nem é a hora de pedir o seu perdão, porém posso garantir que a partir de agora o jogo será limpo e eu e você vamos mostrar para esses idiotas como se joga. Fechado? 

Gabriel apenas sorriu para o irmão e, mesmo com bastante dor, começou a jogar com o ele um jogo finalmente limpo. Todos viram que o menino que era para ser a “zoação” da noite sabia jogar infinitamente bem e ele com seu irmão mais velho e os demais do time deram um show, vencendo o jogo teste. Todos nas arquibancadas ficaram de boca aberta. Ao final do jogo, a dor das pancadas que Shaw havia levado era tanta que ele apenas desmoronou sentado no chão… 

Eu assisti tudo isso acontecer. Na verdade, eu era um grande covarde que poderia ter evitado tudo contando para Daniel o plano de James e do tio dele, mas como eu ficaria nessa história? Sou Benjamim, e provavelmente serei o próximo capitão do time, mas também gosto dele. Gosto de Gabriel Shaw.  

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